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Bancos Brasileiros Investem R$ 2 Bilhões em IA, Aponta Estudo da PwC

O setor bancário brasileiro consolida-se como um pilar de inovação, com investimentos significativos em inteligência artificial (IA). Um estudo recente da PwC aponta que os bancos do país direcionaram um robusto aporte de R$ 2 bilhões para soluções de IA, evidenciando uma aceleração na digitalização e modernização. Este expressivo gasto é impulsionado pela busca por eficiência operacional, aprimoramento da experiência do cliente e a necessidade premente de manter a competitividade em um mercado cada vez mais pautado pela tecnologia e pela inovação disruptiva.

O Cenário de Investimento em IA no Setor Bancário Brasileiro

O setor bancário brasileiro projeta um investimento significativo em Inteligência Artificial (IA), totalizando R$ 2 bilhões em 2025. Este valor representa aproximadamente 4% do orçamento total de tecnologia para o ano, que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estima em R$ 47,8 bilhões. Embora a participação da IA no orçamento tecnológico geral ainda seja relativamente modesta, a tecnologia desponta como um dos temas mais relevantes e prioritários na agenda das instituições financeiras, refletindo um aumento contínuo nos aportes em tecnologia, que cresceram 13% de R$ 42,3 bilhões em 2024 para R$ 47,8 bilhões em 2025, com uma projeção de R$ 50,4 bilhões para o ano corrente.

A crescente alocação de recursos em IA é impulsionada por um conjunto de fatores complexos e interligados. Luís Ruivo, líder da área de consultoria da PwC no Brasil, destaca três forças primordiais: a instabilidade do cenário geopolítico global, a intensificação e complexidade do ambiente regulatório, e a escalada das ameaças de crimes financeiros. Nesse contexto, a inteligência artificial, particularmente a IA agêntica, é vista como uma ferramenta estratégica e fundamental para o enfrentamento eficaz desses desafios, capacitando os bancos a operar com maior resiliência e eficiência.

Prioridades e Aplicações da IA no Setor Bancário

Um estudo da PwC revela as principais tendências e o impacto da IA nas operações bancárias. Cerca de 90% das instituições financeiras financeiras brasileiras enfrentam exigências de conformidade mais complexas, levando 84% delas a recorrer à tecnologia para automatizar processos de compliance e monitoramento de transações. A IA agêntica emerge como uma prioridade máxima de investimento para 2026 para 30% dos executivos do setor, indicando uma visão estratégica de longo prazo para a automação inteligente. Além disso, a capacidade da IA em resolver cerca de 30% das solicitações de rotina via autoatendimento com agentes e a melhoria na experiência do cliente em 54% das organizações que implantaram tais agentes, ressaltam o valor já percebido.

A aplicação da IA já demonstra resultados concretos em diversas áreas-chave, incluindo crédito, engajamento e personalização do cliente, e a combinação de conformidade regulatória com prevenção a crimes financeiros. A eficácia da IA nesses domínios é explicada pelo fato de que estas áreas já operavam sobre bases de dados automatizadas. No segmento de crédito, a IA otimiza o processo de ponta a ponta, permitindo que a intervenção humana seja focada nas decisões mais críticas e estratégicas. A expansão da IA agêntica é ainda observada em outras indústrias, como o mercado segurador, evidenciando seu potencial transformador e o reconhecimento de sua importância estratégica, embora desafios culturais e de custo ainda sejam considerados como fatores de freio.

Principais Indicadores e Descobertas do Estudo da PwC

O estudo da PwC revela que os bancos brasileiros direcionaram R$ 2 bilhões para investimentos em Inteligência Artificial (IA) no ano de 2025. Este montante representa aproximadamente 4% do orçamento total que o setor bancário destinou à tecnologia naquele ano, que foi de R$ 47,8 bilhões. Para contextualizar, o orçamento tecnológico do setor foi de R$ 42,3 bilhões em 2024, com uma projeção de R$ 50,4 bilhões para 2026, indicando um crescimento contínuo. Apesar de dominar a agenda do setor, a IA ainda ocupa uma fatia relativamente pequena do investimento tecnológico total.

Luís Ruivo, líder da área de consultoria da PwC no Brasil, aponta três forças motrizes principais para esses gastos crescentes em IA: a instabilidade do cenário geopolítico global, um arcabouço regulatório cada vez mais rigoroso e o avanço das atividades de crime financeiro. Segundo Ruivo, a inteligência artificial, especialmente a IA agêntica, está se mostrando uma ferramenta fundamental para o enfrentamento desses complexos desafios.

Entre as descobertas sobre os impedimentos à adoção da IA, o estudo sugere que as barreiras são menos técnicas do que se imagina. Os principais desafios para a implementação e escala da IA nos bancos residem na cultura organizacional e nos custos associados, rather than em limitações tecnológicas.

Principais Dados sobre Conformidade e Investimento em IA Agêntica

O levantamento da PwC aponta que 90% do setor financeiro enfrenta exigências de conformidade mais complexas. Em resposta, 84% das instituições recorrem à tecnologia para automatizar processos de conformidade e monitoramento de transações. Um indicador-chave é que 30% dos executivos bancários classificaram a IA agêntica como a principal prioridade de investimento para 2026, demonstrando o reconhecimento do seu potencial transformador.

Impacto da IA Agêntica na Experiência do Cliente e Operações

No que tange à experiência do cliente e eficiência operacional, o estudo revela que cerca de 30% das solicitações de rotina são atualmente resolvidas por meio de autoatendimento com agentes de IA. Uma melhoria na experiência do cliente após a implementação de agentes foi reportada por 54% das organizações. Adicionalmente, 57% das instituições financeiras já utilizam ou planejam utilizar agentes de IA em suas operações de atendimento, consolidando a tendência de adoção.

Setores com Maior Geração de Valor pela IA nos Bancos

A Inteligência Artificial já demonstra resultados significativos em três áreas bancárias específicas, de acordo com a pesquisa: crédito, engajamento e personalização do cliente, e o conjunto de conformidade regulatória com prevenção a crimes financeiros. A eficácia da IA nestes domínios é atribuída ao fato de que já operam com base em dados automatizados. No contexto de concessão de crédito, a IA tem o papel de otimizar o processo de ponta a ponta, permitindo que a decisão final mais crítica permaneça sob responsabilidade humana.

Fatores que Impulsionam o Gasto em Tecnologia e IA nos Bancos

O robusto investimento dos bancos brasileiros em tecnologia e Inteligência Artificial, conforme aponta o estudo da PwC, é impulsionado por uma confluência de fatores complexos e interligados que exigem uma resposta estratégica e inovadora. Luís Ruivo, líder da área de consultoria da PwC no Brasil, destaca três forças motrizes principais que moldam essa escalada de gastos: a instabilidade do tabuleiro geopolítico, a crescente complexidade da régua regulatória e a incessante evolução do crime financeiro.

A instabilidade geopolítica global gera um ambiente de incertezas que exige dos bancos maior resiliência operacional, agilidade na tomada de decisões e capacidade de adaptação a cenários em constante mudança. Isso se traduz na necessidade de sistemas mais robustos e inteligentes que possam prever riscos e otimizar operações em contextos voláteis.

Paralelamente, a régua regulatória tem se tornado progressivamente mais pesada e complexa. As exigências de conformidade são um desafio contínuo, com 90% do setor financeiro brasileiro reportando que essas exigências ficaram mais intrincadas. Para atender a essas demandas, 84% das instituições bancárias recorrem à tecnologia para automatizar processos de conformidade e monitoramento de transações, buscando eficiência e precisão na aderência às normas.

O terceiro vetor é o avanço contínuo do crime financeiro, que representa uma ameaça persistente e sofisticada à segurança e integridade do sistema bancário. A proliferação de fraudes, lavagem de dinheiro e ataques cibernéticos exige ferramentas de defesa cada vez mais avançadas, capazes de identificar padrões suspeitos e agir proativamente.

Nesse cenário, a Inteligência Artificial, em especial a IA agêntica, emerge como uma ferramenta fundamental e estratégica. Ela contribui significativamente para o enfrentamento desses desafios ao automatizar tarefas complexas, aprimorar a análise de grandes volumes de dados, aumentar a capacidade de detecção de anomalias e fortalecer as defesas contra atividades ilícitas. Sua aplicação é crucial para otimizar operações, garantir a conformidade regulatória e proteger os ativos e clientes das instituições financeiras.

Onde a Inteligência Artificial Já Agrega Valor aos Bancos

A inteligência artificial (IA) já demonstra valor tangível em diversas frentes operacionais dos bancos brasileiros, segundo o estudo da PwC. Três áreas se destacam por já apresentarem resultados significativos com a implementação de agentes de IA: crédito, engajamento e personalização do cliente, e o bloco que abrange a conformidade regulatória e a prevenção a crimes financeiros.

A razão para a entrega de valor inicial nestes setores é, em grande parte, operacional: são áreas que historicamente já possuíam um alto grau de automação e dependência de dados estruturados. Isso facilita a integração e o aproveitamento das capacidades da IA, que otimiza processos e apoia a tomada de decisões, deixando para o humano as escolhas mais críticas.

Crédito

Na concessão de crédito, a IA contribui para aprimorar o processo de ponta a ponta. Ela pode automatizar a análise de risco, a avaliação de perfis de clientes e a triagem de propostas, tornando o processo mais eficiente e preciso. O papel humano, por sua vez, é reservado para as decisões mais críticas e estratégicas, onde a intuição e a experiência são indispensáveis, complementando a capacidade analítica da IA.

Engajamento e Personalização do Cliente

A IA também tem sido fundamental para elevar o patamar do engajamento e da personalização da experiência do cliente. Por meio de agentes virtuais e algoritmos preditivos, os bancos conseguem oferecer atendimento mais ágil e personalizado, responder a solicitações de rotina de forma eficiente e antecipar as necessidades dos usuários. Essa abordagem resulta em uma melhora significativa na satisfação e na lealdade dos clientes.

Conformidade Regulatória e Prevenção a Crimes Financeiros

Em um cenário de crescentes exigências regulatórias e ameaças de crimes financeiros, a inteligência artificial oferece suporte robusto. Ela é empregada para automatizar o monitoramento contínuo de transações, identificar padrões suspeitos e sinalizar atividades fraudulentas. Essa capacidade não apenas garante maior conformidade com as normas vigentes, mas também fortalece a segurança das operações bancárias, mitigando riscos e protegendo os ativos.

Desafios e Barreiras na Adoção da IA Agêntica

Apesar do crescente investimento e da alta prioridade estratégica que a Inteligência Artificial agêntica (IA agêntica) tem ganhado no setor bancário brasileiro, sua plena adoção enfrenta desafios e barreiras que vão além das questões puramente técnicas. O estudo da PwC destaca que os principais entraves não são tecnológicos, mas sim de natureza organizacional e financeira, impactando a velocidade e a profundidade da integração dessas soluções avançadas.

Um dos obstáculos mais significativos é a cultura organizacional. A introdução de IA agêntica, que envolve agentes autônomos capazes de realizar tarefas complexas, exige uma readequação profunda nos processos internos e na forma como as equipes trabalham. Há a necessidade de desenvolver novas habilidades, gerenciar a resistência à mudança por parte dos colaboradores e estabelecer um ambiente onde a colaboração entre humanos e IA seja eficaz e confiável. Em áreas críticas, como a concessão de crédito, onde a decisão final humana ainda é preponderante, a integração da IA deve ser cuidadosamente planejada para complementar, e não substituir, o julgamento humano, o que pode ser um desafio cultural.

O custo representa outra barreira considerável. Embora os bancos estejam direcionando bilhões de reais para a tecnologia, com R$ 2 bilhões em IA em 2025, os investimentos iniciais e contínuos em sistemas de IA agêntica são substanciais. Isso inclui não apenas o licenciamento e desenvolvimento de software, mas também a infraestrutura necessária, a integração com sistemas legados, a manutenção e a qualificação de pessoal. A necessidade de justificar o retorno sobre o investimento (ROI) de soluções complexas e, por vezes, de longo prazo, pode frear a expansão da IA agêntica para além das áreas onde seu valor já é comprovado, como conformidade e atendimento ao cliente.

Adicionalmente, o cenário regulatório cada vez mais rigoroso, embora seja um impulsionador para o uso da IA em conformidade, pode se tornar uma barreira para a adoção mais ampla. A necessidade de garantir a explicabilidade, a transparência e a segurança dos sistemas de IA agêntica, em linha com as exigências regulatórias, pode aumentar a complexidade e o tempo de implementação, demandando validações extensas e garantias de que a IA opere dentro dos limites éticos e legais estabelecidos.

Perspectivas Futuras e Pontos de Observação

O setor bancário brasileiro projeta uma continuidade e intensificação dos investimentos em Inteligência Artificial, com a PwC estimando R$ 2 bilhões aplicados em 2025. Este montante, que representa cerca de 4% do orçamento total de tecnologia do setor naquele ano, é um indicador da prioridade estratégica que a IA vem ganhando. Tal crescimento é impulsionado por um cenário de instabilidade geopolítica, o aprofundamento das exigências regulatórias e o avanço contínuo do crime financeiro. A inteligência artificial, em particular a IA agêntica, é vista como um pilar fundamental para o enfrentamento desses desafios, conforme destacado por 30% dos executivos que a colocam como prioridade máxima de investimento para 2026.

No futuro próximo, a IA consolidará sua capacidade de gerar valor em áreas como a concessão de crédito, engajamento e personalização da experiência do cliente, e no complexo campo da conformidade regulatória e prevenção a crimes financeiros. A implantação de agentes de IA nesses domínios não visa apenas à automação, mas à otimização dos processos de ponta a ponta, permitindo que os profissionais humanos se dediquem a decisões mais críticas e estratégicas. Esta mudança representa um avanço significativo na colaboração entre tecnologia e expertise humana.

Desafios e Potencial de Expansão

Apesar do ímpeto tecnológico, a plena adoção da IA no setor bancário brasileiro enfrenta barreiras culturais e de custo. Superar esses obstáculos é essencial para destravar o potencial transformador da tecnologia. A rápida expansão da IA em mercados adjacentes, como o setor segurador – onde a tecnologia já apoia subscrição, gestão de sinistros e prevenção de fraudes – e o alto índice de uso por fintechs globalmente (52% das fintechs no Banco da Inglaterra utilizam IA agêntica), sinaliza o caminho para uma integração ainda mais profunda e abrangente. Estes exemplos externos reforçam a necessidade de o Brasil continuar investindo e adaptando suas estruturas para capitalizar as inovações em IA.

Fonte: https://www.letsmoney.com.br

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