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Fintechs: IA e Segurança em Destaque no FinTouch, Pressionadas por Fraudes e Regulação

O Contraponto Essencial: IA com Governança e Segurança

No FinTouch 2026, embora a inteligência artificial (IA) tenha sido apresentada como infraestrutura central para as fintechs, um contraponto essencial e constante marcou os discursos: a segurança. Essa ênfase é diretamente impulsionada por uma crescente onda de fraudes e pela elevação das exigências regulatórias. Empresas de identidade, biometria e infraestrutura de segurança reposicionaram a proteção como seu argumento central, conscientes do cenário atual.

A necessidade de equilibrar a inovação com cautela foi articulada por Paulo Vieira, diretor executivo da Nukk, que alertou sobre os riscos do uso indiscriminado da IA. Segundo ele, essa prática pode expor uma série de brechas significativas dentro das grandes organizações financeiras. Vieira enfatizou que, no setor financeiro, o custo do erro é altíssimo, onde “uma brecha de segurança não é só uma falha, às vezes acaba inviabilizando o produto como um todo”. A resposta levada ao evento foi a proposta de incorporar a IA com “governança e com segurança”.

O contexto de urgência é concreto, evidenciado por ataques como os de 2025, que desviaram mais de R$ 1.5 bilhão via Pix através de prestadores de tecnologia (C&M Software e Sinqia). Esses episódios demonstraram que, mesmo em um sistema regulado, brechas ainda persistem. Giovanni Castilho, CTO da Teros, resumiu o clima atual como um “momento de aumento exponencial de fraudes”, com bancos e empresas sendo constantemente invadidos, impulsionando a busca por soluções robustas em onboarding, verificação de identidade, biometria e prevenção de fraudes e lavagem de dinheiro.

A resposta regulatória acompanha esse movimento crescente de ameaças. José Luiz Rodrigues, presidente do Conselho da ABFintechs, destacou que “a regulação está pesada, está forte” e que o Banco Central “subiu a régua por causa desses fatos todos que acontecem no mercado”. As novas exigências, que incluem aumento do capital mínimo e, sobretudo, regras mais duras de cibersegurança, estão moldando o futuro do setor. O novo presidente da associação, Sérgio Constantini, reforçou a importância das “novas regras de compliance, de Know Your Client, as novas regras de cibersegurança”, consolidando a segurança como pilar inegociável na era da IA.

A Escalada das Fraudes e Seus Impactos no Setor Financeiro

O setor financeiro, e em particular as fintechs, enfrentam um período de crescimento exponencial nas fraudes. Este cenário de vulnerabilidade foi um tema central no FinTouch 2026, com especialistas e empresas de tecnologia destacando a urgência de fortalecer as defesas. Giovanni Castilho, CTO da Teros, resumiu o sentimento geral ao afirmar que estamos vivenciando um aumento sem precedentes nos ataques cibernéticos, com bancos e empresas sendo invadidos, evidenciando brechas significativas nos sistemas.

Os impactos dessas fraudes são amplos e severos. Além das perdas financeiras diretas, que podem somar cifras vultosas, a confiança dos usuários e a reputação das instituições são gravemente comprometidas. Paulo Vieira, diretor executivo da Nukk, alertou que no setor financeiro, o custo de um erro de segurança é altíssimo; uma única falha pode ir além de um prejuízo pontual, podendo inviabilizar um produto ou serviço por completo, dada a sensibilidade e a criticidade das operações financeiras.

A materialidade dessas ameaças é palpável. Em 2025, o Brasil foi palco de dois ataques notórios a prestadores de tecnologia conectados ao Banco Central, resultando no desvio de recursos do Pix. Mais de R$ 800 milhões foram desviados via C&M Software em junho, e cerca de R$ 710 milhões via Sinqia em setembro. Esses episódios ressaltaram que, mesmo em um ambiente regulado, o sistema financeiro ainda possui vulnerabilidades que são exploradas por criminosos.

A escalada das fraudes, portanto, não é apenas um problema de segurança tecnológica, mas um desafio estratégico que exige uma reavaliação contínua das defesas e processos. É neste contexto que a indústria tem sido pressionada a buscar soluções inovadoras, muitas vezes incorporando inteligência artificial, mas sempre com um foco rigoroso em governança e segurança, para mitigar os riscos e proteger os usuários e as operações financeiras.

A Régua Regulatória do Banco Central e o Novo Capital Mínimo

Soluções da Indústria: Identidade Digital, Biometria e Prevenção à Fraude

Diante da crescente onda de fraudes e de um cenário regulatório mais rigoroso, as empresas do setor de fintechs e infraestrutura financeira têm elevado a segurança ao patamar de argumento central. O FinTouch 2026, evento que marcou os 10 anos da ABFintechs, serviu como palco para destacar a urgência na adoção de soluções robustas, especialmente aquelas focadas em identidade digital, biometria e prevenção à fraude.

A indústria responde a um momento de aumento exponencial de fraudes, onde, segundo Giovanni Castilho, CTO da Teros, “bancos sendo invadidos, empresas sendo invadidas” é uma realidade. Nesse contexto, empresas como a Teros oferecem serviços cruciais de onboarding e verificação de identidade, garantindo que os usuários sejam quem afirmam ser desde o primeiro contato. Complementarmente, a 4iDigital, especializada em biometria, aposta fortemente na identidade facial como uma camada avançada e eficaz de autenticação e prevenção de acessos indevidos.

A prevenção à fraude transcende a simples verificação. A Pagsmile, por exemplo, enfatizou no evento suas soluções abrangentes para prevenir fraudes e combater a lavagem de dinheiro, abordando os múltiplos vetores de risco que afetam o ecossistema financeiro digital. A integração da Inteligência Artificial (IA) também surge como uma ferramenta poderosa, mas com a ressalva da necessidade de governança. Paulo Vieira, diretor executivo da Nukk, alertou que o “uso indiscriminado da inteligência artificial acaba expondo uma série de brechas”. A resposta da Nukk é incorporar a IA com rigorosa governança e segurança, mitigando os riscos associados e transformando-a em aliada contra a criminalidade digital. No setor financeiro, onde o custo do erro é imenso, a segurança não é apenas uma funcionalidade, mas um pilar que pode determinar a viabilidade de um produto ou serviço.

O Futuro das Fintechs: Crescimento, Proteção e Consolidação do Mercado

Fonte: https://www.letsmoney.com.br

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